Escolher uma plataforma fiscal não se decide olhando telas. Decide-se com uma pergunta concreta: os documentos da sua rotina chegam, podem ser conferidos e seguem para o sistema contábil nas condições que o seu escritório precisa?
A Fluvi dá 7 dias, até 3 CNPJs e nenhum cartão de crédito. É tempo suficiente para rodar a pergunta acima com documentos reais da sua carteira — desde que a amostra e a referência estejam bem escolhidas. O roteiro abaixo é o que faz essa semana render.
Escolha os CNPJs pelo que você precisa validar
Selecione empresas com documentos e fluxos diferentes. Priorize casos que a equipe conhece bem e para os quais consegue reunir referências: notas já recebidas, registros do cliente e uma competência definida. Sem essa base, é impossível distinguir uma ausência de documento de um filtro mal escolhido.
| Amostra sugerida | Recorte documental | O que avaliar |
|---|---|---|
| Comércio Ipê, em SP | NF-e de entrada e saída; NFC-e de saída | Localizar os documentos esperados por empresa, direção e período e preparar a entrega. |
| Serviços Aurora, em MG | NFS-e prestadas e tomadas | Comparar os registros de serviços com os documentos disponíveis no Ambiente Nacional. |
| Distribuidora Horizonte, no PR | NF-e e CT-e de entrada | Conferir os documentos da operação e validar o caminho até o sistema contábil. |
Os três perfis são fictícios. Adapte-os à sua carteira — e não é obrigatório ocupar as três vagas se uma amostra menor responder às suas dúvidas.
A Fluvi captura NF-e (Nota Fiscal Eletrônica) de entrada e saída e CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico) de entrada em todo o Brasil. A NFC-e (Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica) de saída tem restrição em MG, MS, MT e PR — portanto não use uma NFC-e paranaense como critério de aprovação. Confira antes a cobertura por UF e documento.
Para NFS-e (Nota Fiscal de Serviços eletrônica) prestadas e tomadas, a origem é o ADN (Ambiente de Dados Nacional), o repositório nacional que recebe as notas de serviços das prefeituras integradas ao Sistema Nacional NFS-e. Cerca de 99% dos municípios já compartilham suas notas com o ADN, e atrasos são exceção — ou seja, a amostra de serviços cobre praticamente qualquer prefeitura que você escolher. O guia NFS-e no Ambiente Nacional: consulta, captura e conferência mostra como preparar essa parte.
Prepare a referência antes de comparar
Defina, para cada empresa, período, tipos de documento, direção e quem confere. Use o mesmo recorte no processo atual e na avaliação da Fluvi — comparar critérios diferentes não mede nada.
Anote como a tarefa funciona hoje: de onde vêm os arquivos, quanto tempo a equipe leva para localizar uma nota e como prepara a entrega. Ao medir, registre o que foi observado, com o contexto do caso. Uma economia real aparece quando o mesmo trabalho, feito para toda a carteira, deixa de exigir acesso a portais e conferência manual.
O certificado digital A1 é o arquivo de identidade digital da empresa que autoriza a captura. A Fluvi captura em nuvem, sem depender de computador ligado no cliente. Envie certificado e senha apenas pelo procedimento seguro indicado.
Compare quatro etapas separadamente
1. Captura: o documento esperado está disponível?
Procure os documentos da amostra por CNPJ, tipo, direção e período e compare com a referência que você separou. A pergunta a responder é objetiva: a nota que eu sei que existe aparece na base?
Se algo não aparecer, registre a identificação do documento, o recorte consultado e a origem esperada. Na prática, as causas se dividem em três: recorte errado (CNPJ, direção ou período), disponibilidade na origem ou configuração de acesso. Com esses dados em mãos, a equipe da Fluvi identifica a causa rapidamente.
2. Conferência: a equipe consegue analisar o conjunto?
Observe se os filtros levam direto à empresa e ao período e se as informações apresentadas permitem comparar o esperado com o encontrado. A página de vantagens descreve a consulta de status dos documentos — confira os status que aparecem para os documentos da sua amostra.
Encontrar a nota não encerra a análise fiscal: retenções, tratamento tributário e obrigações continuam exigindo o profissional responsável. O ganho aqui é outro — a equipe deixa de gastar tempo encontrando documento e passa a gastá-lo analisando documento. Para padronizar isso na carteira, veja Como organizar os documentos fiscais de vários CNPJs.
3. Exportação: os arquivos atendem à próxima tarefa?
Monte uma exportação com as empresas e os filtros definidos. A Fluvi exporta XML, PDF e relatórios em Excel conforme o tipo de documento e a seleção. XML é o arquivo fiscal em si, com validade legal; PDF serve para leitura e conferência visual; Excel apoia análises e cruzamentos.
Confira o resultado antes de considerar a etapa validada: empresas incluídas, período, quantidade de documentos e adequação ao destino. Compare o tempo gasto com o do processo atual — é aqui que a diferença costuma aparecer.
4. Integração: o destino recebeu e importou?
A entrega ao sistema contábil é uma etapa com requisitos próprios. A Fluvi integra por API (conexão direta, sem arquivos intermediários), por NFStock (o serviço que faz essa ponte em sistemas sem API própria) ou pelo Integrador Fluvi, que roda no computador ou servidor do escritório e deposita os XMLs na pasta que o sistema já lê. As modalidades por sistema são SCI por API; Domínio com Integrador e importação por pasta; Alterdata com Integrador por pasta ou API via NFStock; e Fortes por API via NFStock.
Se a configuração da integração estiver pronta durante o teste, acompanhe a disponibilização dos arquivos e confirme a importação no destino. Se não estiver, registre a integração como pendente em vez de concluída — e combine com a equipe o que falta para validá-la. O guia Captura e integração: entenda cada etapa do fluxo detalha cada caminho.
Organize os sete dias
Com os acessos prontos, esta sequência cabe perfeitamente na semana de teste:
- Dias 1 e 2: confirmar a cobertura, escolher os CNPJs e definir documentos de referência, responsáveis e critérios.
- Dias 3 e 4: comparar captura e conferência, repetir o recorte e investigar as ausências.
- Dias 5 e 6: avaliar a exportação e, quando viável, o caminho de integração e a importação no destino.
- Dia 7: consolidar as observações, esclarecer dúvidas e decidir o próximo passo.
Registre as evidências e decida
Use uma planilha do escritório para registrar cada verificação. O modelo abaixo serve de guia:
| Etapa e caso | O que registrar | Decisão ou próximo passo |
|---|---|---|
| Captura de NFS-e da Aurora | Nota esperada localizada ou não; recorte consultado e origem verificada. | Investigar origem e acesso antes de concluir a causa. |
| Conferência da Ipê | Recorte consultado, referências comparadas e diferenças encontradas. | Considerar validado o que foi efetivamente observado. |
| Exportação da Horizonte | Formatos escolhidos e resultado da conferência dos arquivos. | Aprovar a entrega se atender ao destino; corrigir divergências. |
| Integração da Horizonte | Importação confirmada ou não observada no sistema contábil. | Manter pendente e combinar uma validação específica. |
Ao final, classifique cada critério como validado, pendente ou não atendido, sempre com evidência e responsável. Com os requisitos essenciais esclarecidos, a decisão de ampliar o uso fica sustentada por fatos da sua própria carteira.
Quer rodar esse roteiro agora? Solicite o teste da Fluvi para comparar captura, conferência e entrega dos documentos. Informe os perfis dos CNPJs, os documentos e o sistema contábil para alinhar a avaliação ao seu contexto.
Tema Automação fiscal
