CONTEÚDOS PARA A ROTINA FISCAL

Captura e integração: entenda cada etapa do fluxo

Entenda o fluxo da captura à importação contábil: requisitos, conexões com SCI, Domínio, Alterdata e Fortes e como investigar falhas em cada etapa.
7 min de leitura

Neste artigo

Um XML pode existir na origem e não chegar à Fluvi. Pode estar na Fluvi e não ter sido importado pelo sistema contábil. São problemas diferentes, com soluções diferentes — e tratá-los juntos é o que transforma um caso simples em horas de investigação.

Este guia percorre o caminho completo do documento, em seis etapas: origem, captura, organização, conferência, entrega e importação. Em cada uma você encontra o que a Fluvi entrega e como localizar a causa quando algo para no meio do caminho.

1. Origem: o que a Fluvi captura

Tudo começa na origem. Antes de configurar a entrega, defina CNPJ, tipo de documento, direção e período. Hoje a cobertura da Fluvi é:

  • NF-e (Nota Fiscal Eletrônica) de entrada e saída, em todas as UFs.
  • CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico) de entrada, em todas as UFs.
  • NFS-e (Nota Fiscal de Serviços eletrônica) prestadas e tomadas, pelo Ambiente Nacional.
  • NFC-e (Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica) de saída, com restrição em MG, MS, MT e PR.

Consulte a cobertura por UF para montar o escopo da sua carteira.

Para NFS-e, a origem é o ADN (Ambiente de Dados Nacional), o repositório nacional que recebe as notas de serviços de todas as prefeituras integradas ao Sistema Nacional NFS-e. E aqui vai o dado que resolve a dúvida mais comum: cerca de 99% dos municípios já compartilham suas notas com o ADN, e atrasos nesse envio são exceção. Na prática, a captura de NFS-e prestadas e tomadas cobre a quase totalidade das prefeituras brasileiras, sem consulta a portal municipal.

Vale conhecer o passo a passo dessa origem em NFS-e no Ambiente Nacional: consulta, captura e conferência.

2. Captura: em nuvem, com o certificado A1

A captura usa o certificado digital A1 — o arquivo de identidade digital da empresa, com validade de um ano — e acontece nos servidores da Fluvi.

Isso muda a rotina do escritório: não é preciso manter um computador ligado no cliente, instalar robô na máquina dele nem acessar pasta compartilhada. Você configura o A1 da empresa e a Fluvi passa a coletar os documentos direto na origem, inclusive fora do horário comercial.

Para acompanhar um documento específico, escolha uma nota conhecida como referência e confirme que ela aparece na base. É a forma mais rápida de validar a configuração do A1 e o recorte antes de rodar a carteira inteira.

3. Organização: defina o conjunto que vai seguir

Com os documentos na base, selecione empresa, tipo, direção e período. Essa etapa define qual conjunto será entregue — e é justamente onde nascem os desencontros internos.

Se uma pessoa consulta notas de entrada e outra monta arquivos de saída, os resultados não são comparáveis. Combine o mesmo recorte e registre qual campo de data foi usado (emissão ou competência). Na Fluvi, empresas, tipos e formatos são selecionados na mesma consulta, e a exportação em lote respeita essa seleção.

Para padronizar isso entre vários clientes, aprofunde em Como organizar os documentos fiscais de vários CNPJs.

4. Conferência: compare antes de encaminhar

Conferir é confrontar o conjunto capturado com o que a empresa espera: compras, serviços contratados e documentos já encaminhados à contabilidade. É a etapa que separa “recebi arquivos” de “fechei a competência”.

Separe duas perguntas que costumam ser misturadas:

  • O documento está disponível? Resolve-se na origem e na captura.
  • O sistema contábil conseguiu utilizá-lo? Resolve-se na entrega e na importação.

Manter as duas separadas evita procurar na captura um problema que aconteceu depois da entrega — e vice-versa. A conferência exige um responsável e uma referência de comparação; sem isso, nenhuma automação fecha a competência no seu lugar.

5. Entrega: escolha a conexão adequada

A Fluvi integra com os principais sistemas contábeis do mercado:

Sistema Caminho divulgado O que preparar
SCI API direta Versão do sistema e documentos pretendidos.
Domínio Integrador Fluvi e importação por pasta Ambiente do Integrador e pasta lida pelo Domínio.
Alterdata Integrador por pasta ou API via NFStock Qual caminho será usado na operação.
Fortes API via NFStock Configuração do fluxo via NFStock.
Outros sistemas Integrador, quando o sistema tem importação automática por pasta Existência da rotina de importação por pasta.

Três termos aparecem aqui e vale deixá-los claros desde já. API é a conexão direta entre a Fluvi e o sistema contábil, sem arquivos intermediários. NFStock é o serviço que faz essa ponte em sistemas que não expõem API própria. Integrador é o programa da Fluvi que roda no computador ou servidor do escritório e deposita os XMLs na pasta que o sistema contábil já lê.

O Integrador é a única etapa que usa uma máquina do escritório; a captura continua 100% em nuvem. Quando a rotina pede arquivos em vez de conexão direta, a exportação em lote entrega XML, PDF e relatórios em Excel conforme o tipo de documento e a seleção feita — os formatos disponíveis estão em Vantagens da Fluvi.

6. Importação: confirme o resultado no destino

A última verificação acontece no sistema contábil, e ela é indispensável: disponibilizar o XML na pasta não é o mesmo que executar a importação.

Compare os documentos entregues com os efetivamente incorporados ao sistema. Se houver rejeição, guarde a mensagem exibida e verifique os requisitos do importador com o suporte do sistema. Antes de reenviar, confirme como o destino trata documentos já recebidos — reenvio indiscriminado gera duplicidade e retrabalho.

Dois exemplos

Escritório Horizonte, usando Domínio: uma NF-e aparece na Fluvi, mas não no sistema contábil. A equipe confirma o recorte e verifica se o XML foi disponibilizado na pasta configurada. Está lá — então a investigação segue para a rotina de importação do Domínio, não para o computador do cliente.

Empresa Aurora Serviços, usando Alterdata via NFStock: uma NFS-e tomada é esperada e não aparece na base capturada. A equipe confere o recorte, o acesso e a disponibilidade no ADN. Uma nota ausente na captura nunca é rastreada como se já tivesse sido enviada ao destino.

Diagnóstico: encontre onde o fluxo parou

Sintoma Primeira verificação Próximo encaminhamento
Documento não aparece na Fluvi CNPJ, tipo, direção, período, A1 e cobertura Verificar disponibilidade na origem e levar o caso à equipe Fluvi com o contexto.
Documento aparece, mas falta na entrega Recorte selecionado e caminho configurado Conferir a exportação ou a conexão utilizada.
XML está na pasta, mas não no sistema Pasta lida e rotina de importação do destino Consultar o suporte do sistema com a mensagem exibida.
Documento foi importado, mas diverge do esperado Identificação do documento e resultado no destino Conferência pelo responsável fiscal: importação não substitui análise.

Ao abrir um atendimento, reúna sistema e versão, tipo de documento, período, etapa em que o documento foi localizado e a mensagem exibida. Com essas informações, o diagnóstico é rápido. Compartilhe dados empresariais apenas no canal de atendimento — nunca certificado A1 ou senha em canais públicos.

Checklist antes de colocar o fluxo em rotina

  • Confirmar cobertura, direção e origem dos documentos.
  • Configurar o A1 e localizar uma nota de referência na base.
  • Definir CNPJ, período e conjunto que seguirá para entrega.
  • Designar quem confere e registra diferenças.
  • Validar sistema, versão e caminho: API direta, API via NFStock ou Integrador com importação por pasta.
  • Confirmar os arquivos entregues e o resultado da importação no destino.

Para avaliar tudo isso na prática, consulte Como avaliar a automação fiscal durante um teste.

O teste da Fluvi dá 7 dias, até 3 CNPJs, sem cartão de crédito. Informe o sistema contábil que você usa e os documentos que precisa acompanhar para validar o caminho de entrega com documentos reais.

Solicitar o teste da Fluvi para acompanhar da captura à importação

Tema Integrações contábeis

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